sexta-feira, 4 de maio de 2007

O percursionista

Ainda a pensar na festa da música aqui ficam algumas questões que me surgiram depois de assistir aos dois últimos concertos:
1º Já reparam que ele é o músico que menos toca e que tem mais instrumentos?
2º Já repararam também que alguns dos seus instrumentos são os maiores da orquestra e são os menos utilizados?
3º Será que o percursionista recebe o mesmo que um violinista? É que ele passa a maior parte da peça sentado com as baquetas na mão à espera dos dois segundos em que toca!

1 comentário:

Anónimo disse...

Se o percursionista ganha mais ou menos que o violinista, não sei. Mas a verdade é que há uma probabilidade maior de se distrair, ou mesmo passar pelas brasas, enquanto espera pelos seus dois segundos de protagonismo. Logo, até deveria ganhar mais só pelo simples facto de necessitar de uma atenção acrescida para não falhar o momento certo. Como já se vê, não devo ser a pessoa mais indicada para discutir este assunto, mas se houver uma associação de percursionistas, é certo que ainda me fazem sócia de mérito. Por outro lado, a associação de violinistas estará capaz de me matar!
Há uns anos assisti a um bailado de um lugar do 1º balcão em que conseguia ver perfeitamente todo o fosso da orquestra e, a certa altura, já não sabia se havia de olhar para o palco ou para os músicos. Estava extasiada com a dinâmica da orquestra. A concentração dos músicos era espantosa, o timing perfeito. Quanto ao nosso percursionista, passou-se uma eternidade sem se dar por ele (e aproveitou de facto para "descansar"), mas quando chegou o seu momento, foi impossível não notar o brilhantismo que, em parcos segundos, imprimiu ao espectáculo.