sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

My heart goes out to Caxinas

Caxinas... Não é um sítio que eu conheça, mas é uma terra da qual eu todos os anos ouço falar. Penso que lá a palavra crise tem um significado diferente. Imagino que seja uma terra de muita pobreza, de muitas limitações e de muitas faltas, mas imagino igualmente que seja uma terra de muita força, pois quanto maior é a nau, maior é a tormenta. E essas, esses (os caxinenses) conhecem bem. Todos os anos, há alguém em Caxinas que perde o pai, o marido, o filho, o tio, o sobrinho, enfim alguém querido.
Vinha no carro e lembrei-me que todos agora vivemos como alguém no meio da ventania que tenta a todo o custo seguir em frente, quando a força do vento nos empurra para trás. Em Caxinas, o vento está em permanente remoinho. Se nós aqui tentamos lutar por manter os privilégios adquiridos e manter o nosso conforto conquistado, lá ainda se luta pela vida e cada saída para o trabalho é uma aventura de vida ou morte.
Os caxinenses de renome têm por isso uma responsabilidade acrescida: já puseram a sua terra no mapa, agora falta elevá-la à condição de conforto e segurança que nós, citadinos, de trabalhos seguros, não ousamos pôr em causa, ainda. Fábio Coentrão e outros afins, o dinheiro que ganham tem de servir para mais qualquer coisa do que apenas a vossa grandeza pessoal.

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