quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Amigo Eça

Espero que estejas bem, lá onde estás, rodeado dos teus familiares e amigos. Nós, cá na terra, cá vamos andando e constatando que tirando o facto de agora considerarmos que o comboio até tem a sua utilidade, pouca coisa mudou desde que andaste por cá.
No início deste novo ano, chegou de novo a tua vez no programa escolar. É com prazer que todos anos leios três vezes as melhores e mais significativas partes desse romance que tanto tempo te levou a escrever. E cada vez mais penso que gostaria de te ter conhecido porque te imagino picuinhas e lento no trabalho, porém preciso e precioso. É também com prazer que vejo as tuas palavras e frases causarem o riso de uma turma que se cala num silêncio respeitador com os teus comentários ao Eusebiozinho. Quase dá vontade de ir lá onde tens os restos mortais e aplaudir-te de pé. Só não vou porque é em Aveiro. E também aproveito esta missiva para te agradecer a oportunidade de me fazeres brilhar perante os meus alunos.
Um grande bem haja, desta que não se assina,...

2 comentários:

Anónimo disse...

Eça é que é Eça!
Sobre o “Romance” (o do Eça), o seu motivo inspirador e o próprio picuinhas e lento autor, é muito interessante o “romance histórico” (será mais um devaneio histórico) do José Augusto França – “A bela angevina”.
A partir de 4 retratos de Eça e de uma personagem feminina tirados em Angers, é efabulado um romance que nos leva ao processo criativo do “Romance” (o do Eça).
«(…) e olhava para as folhas d’Os Maias que se acumulavam sobre a sua nova mesa de trabalho (…)» É um belo piscar de olho!...

Anónimo disse...

Gostei muito e não podia deixar de dar uma "força" para continuar.
É bastante interessante conhecer e reconhecer alguém que temos o previlégio de contactar quase todos os dias e poder dizer "É a minha professora de português"
Fiquei bastante contente e porque não, um pouco orgulhoso de ler e ver este seu bloge