A manta está curta. Se cobrimos os pés, destapa-se a cabeça; se tapamos a segunda, descobrimos os primeiros. E é nesta dicotomia que nasce a culpa, o desespero e a sensação de impotência.
A manta é um conceito que se aplica a muitas áreas, mas foi pensada para a sustentabilidade. Parece que não há como fugir, tudo perturba o planeta. A nossa existência perturba o planeta. E aqui se começa a delinear a linha entre a consciência e a paranoia.
A manta é um conceito que se aplica a muitas áreas, mas foi pensada para a sustentabilidade. Parece que não há como fugir, tudo perturba o planeta. A nossa existência perturba o planeta. E aqui se começa a delinear a linha entre a consciência e a paranoia.
Os feitos dos outros, que nos parecem impossíveis, devem deixar-nos com vergonha do que é a nossa vida (não) sustentável ou devem inspirar-nos/incentivar-nos a ir mais longe?
Alguns feitos que vejo publicados e louvados são, para mim, impossíveis. Daí que a estratégia de incentivo cai por terra. Fica só a culpa. Penso que nem as minhas avós que levavam vidas bastante sustentáveis, no que ao desperdício diz respeito, conseguiam meter todo os detritos que produziam num ano, dentro de um frasquinho de vidro.
Parece-me que é preciso uma boa dose de obsessão para conseguir tal feito. Ou obsessão ou mentira. Ambas me repugnam.
Por isso vou ter de encontrar o equilíbrio de outra maneira ou viver com a sensação permanente de estar a incomodar.
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