quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Estou cada vez mais parecida com o Pedro Paixão ou instalação em letras.

As letras juntam-se umas às outras e em breve surge uma palavra. Muitas outras letras vêm e em breve temos uma frase, um parágrafo. E assim pensava ela numa fresca manhã de Outubro, enevoada, molhada, num banco de jardim. Muitas vezes os pensamentos se desfragmentavam e saíam do seu cérebro de forma a que ela os visualizasse e não pareciam os seus pensamentos, pareciam saídos de um estranho. Uma folha branca é em breve um campo de sentidos pronto a colher, pela mão certa, pelo espírito certo.
Ali vendiam-se couves ao ar livre e os compradores vagueavam chilreando com famílias, com crianças e felizes. De tudo, o que mais custa ouvir são os risos das crianças que parecem tão inatingíveis como imagens de um passado remoto. Já fui criança e o meu papel no mundo seria gerar outra assim, porque a vida evolui como uma cadeia: crianças em adultos, em crianças, em adultos, em crianças, em adultos…
Os miúdos fazem-me tanta impressão!

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