Há uns dias fui confrontada com a pergunta: Será que as bibliotecas precisam efectivamente de livros?
Pois, pus-me a pensar...
Mas como funcionariam as bibliotecas sem os livros? Como seria a vida sem o cheiro do papel? E todas aquelas imagens românticas que associamos aos livros? Estar na esplanada, na praia com a brisa suave a ondear as folhas daquele romance que nos embrenha e que quando olhamos em volta até nos espantamos de não estarmos rodeados do cenário descrito nas páginas que acabámos de ler...
Enfim, pois parece que estou a delirar. E estou mesmo! Já inventaram um mecanismo informático (Claro!) que possibilita a leitura de um livro em qualquer parte utilizando apenas um mecanismo que se assemelha a um ecran de computador. Boring!!!
Papel! Papel é que é! Marcar as folhas, sublinhar as passagens mais bonitas, o volume e também o prazer de os poder armazenar na prateleira lá de casa e abrir e consultar a qualquer altura.
Para além disso, há o facto, agora menos romântico e mais próximo do "científico", de que um livro para além de ser um espaço de sonho e magia é também o documento de uma época, da maneira como naquela altura se usava o papel, do tipo de encadernação, do tipo de letra, do tipo de impressão e do cheiro. Talvez nunca tenham reparado, mas consoante a época em que o livro foi feito, tem um cheiro diferente e não é só da naftalina associada à sua conservação, é da própria composição do papel e da tinta e cola que se usou.
Pronto! Eu gosto de livros e acho que as pessoas que concebem um mundo sem eles vêem o mundo a partir do presente para o futuro. E o futuro é uma coisa incerta e talvez inexistente. Eu, pessoalmente, vejo o mundo do passado para o presente. E guardo no meu dia-a-dia as lembranças e as memórias que vêem daquilo que já não é, mas que em alguma altura foi, de certeza.
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