Aqui estou há alguns dias a tentar contribuir para a continuação do meu blog. Mas o facto é que tenho andado como o céu, cinzenta. Sim, estou a queixar-me e espero que este seja o primeiro e último queixume que vos obrigo a ler.
Há muito tempo que tenho esta sensação: há alturas em que sinto que não vivo, rebolo. Eu explico! As coisas para fazer são tantas, as preocupações são tantas, as ocupações imensas que acho que nem tenho tempo para caminhar direita pela vida, simplesmente saio de casa e deixo-me rebolar até ao próximo compromisso. Esta era uma sensação que me invadia quando vivia na Parede e tinha de descer a colina para ir apanhar o comboio, esse era um óbvio rebolar.
Lembro-me de nos idos de 2000 quando andava a estagiar pensar que o trabalho e o cansaço extremos eram apanágio só daquele ano e que no futuro as coisas seriam mais calmas. Hoje só me apetece dizer: ah! ah! ah! Isto de ser adulto é estafante, esgotante, mas curiosamente raramente entediante. O que é bom!
Ah! e obrigada mãezinha pelos anos e anos de apoio logístico. Que isto de a roupa não aparecer passada a ferro, a comida não aparecer feita e a casa não aparecer limpa é, digamos, no mínimo, aborrecido.
2 comentários:
Morar sozinha tem que se lhe diga. Todo o tempo é curto demais para o tanto que há a fazer. -.-
Esquece lá o cansaço e trata de escrever o tão desejado post sobre a padeira de Queijas e a padeira da Picheleira.
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