domingo, 5 de novembro de 2006

Dia de regressar

Haverá algo de novo para dizer sobre o domingo? Não. Mas podemos sempre relembrar a sua utilidade. Nem por isso tenho um trabalho assim tão mau, mas prefiro de longe poder viver a meu ritmo sem ter de pensar nas horas, nas horas, nas horas. É francamente essa a única utilidade que vejo nos domingos.
Falando verdade nunca gostei muito dos domingos. Acho que é o dia da atarantação. Sinceramente, parece-me que pára tudo à espera da segunda-feira. E quando não pára... De há uns tempos para cá tenho desenvolvido a sensação que as pessoas não sabem muito bem o que fazer ao tempo livre. Se não, que piada tem passar o fim-de-semana a percorrer centros comerciais apinhados de gente, de fumo, de barulho, de luzes, em suma de confusão? Ou então percorrer a Marginal até Cascais? É bonito, ninguém questiona, mas e a fila de trânsito infernal que por volta das cinco/seis da tarde se forma (na melhor das hipóteses) nas rotundas de Carcavelos? Oh gentes, não estais já fartos de filas de trânsito nos dias de semana?
Pois, soluções não tenho... Mas eu gosto da minha casa, gosto de escrever, gosto de cozinhar, gosto de ler, até gosto de aninhar a conversar e durante a semana não tenho muito tempo para isso. E essa coisa da Marginal para mim é mais fácil do que para muita gente. Vou a pé.
Outra desvantagem dos domingos: o jornal é mais caro.